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Senhor
do Fogo, da Justiça e do Trovão
Sincretismo: SÃO JERÔNIMO
Dia da Semana: TERÇA-FEIRA
Cor: MARROM - Regente das Pedreiras, da Justiça,
do Fogo e do Trovão.
Os filhos de Xangô, são de um caráter
violento e imperioso. Viril e atrevido. Justiceiro
por excelência. Castiga os mentirosos, ladrões
e malfeitores. A mitologia conta que Xangô
teve três esposas: Oyá (a guerreira
de temperamento explosivo), Oxum (dócil,
faceira e bela) e Obá (a fiel companheira
prestativa e extremamente amorosa). Mesmo que no
conceito Umbandista se diga que Xangô é
das Pedreiras, as vezes dizendo-se somente das pedreiras,
não reside a verdade pura. Ele rege as pedreiras,
só isso, mas não reside somente ali.
Mesmo que o melhor local para se depositar uma oferenda
pra Xangô seja a Pedreira: No cume, ao meio
ou aos pés dela.
Todos que se sentirem injustiçados devem
recorrer a Xangô, pois na dureza da pedra,
simboliza a inflexibilidade da Lei e da Justiça.
É uma força enorme que de uma forma
sensata e justa, dá a quem é devido
o que lhe é de direito.
Sua importância na Umbanda é tão
grande e forte, que chega a denominar uma Religião.
No Nordeste, mais precisamente em Pernambuco, existe
a Religião de Xangô. Os xangozeiros.
O seu mantra no atabaque é um dos mais bonitos
e difíceis para um Alabê, cujo toque
chama-se Alujá. Contam os antigos Candomblesistas,
que quando dois Pais-de-Santo se digladiavam por
algumas diferenças que poderiam surgir, mediam
suas forças, através de seus alabês
(tocadores de atabaque) que iniciavam a disputa
no tóque do Alujá, onde só
terminava quando um dos alabês viesse a morrer.
Por isso que o Alujá, é considerado
como o tóque da morte. Os filhos de Xangô
sabem o que querem e é muito difícil
de serem enganados. Tem suas opiniões próprias,
irredutível nos seus argumentos e acha sempre
que está com a razão. Precipitado
nas suas ações e faz de tudo para
por em descrédito seus inimigos. Não
tem por método em confiar nos outros. Em
virtude de ser extremamente cuidadoso em tudo que
faz e principalmente no que vê, pois tem o
hábito de anotar tudo, exigente com as coisas
certas, conforme sua ótica, são os
que causam os maiores problemas dentro dos terreiros
pois não admitem erros de ninguém.
Não perdoam nem mesmo os Pais ou Mães
de Terreiro, que muitas vezes tem que relevar certas
coisas de seus filhos, causando com isso constrangimentos
e aborrecimentos dentro dos terreiros. No lar ou
em seu ambiente de trabalho, consegue respeito,
porém consegue também muita indignação,
por ser considerado chato, pois quer tudo sempre
em seu devido lugar, não admitindo que alguém
mecha em qualquer coisa e objeto que ele tenha colocado
ali. Tem uma facilidade muito grande no que diz
respeito ao sexo feminino. Em virtude de ser galanteador.
Porém se casar com a filha de Yemanjá,
se tornará frio e traidor. Jamais dará
certo um casamento desses, é separação
na certa. Para salvar um casamento desses, Xangô
com Yemanjá, este casal corre o risco de
nascer deles, um filho homem que tenha como seu
Orixá Maior, Oxalá, ou uma filha mulher
que tenha como seu Orixá Maior, Oxum. Mesmo
assim, será um relacionamento frio, sem amor.
Com a filha de Yansã em virtude de ser egocêntrico,
metódico e extremamente correto, causa estranheza
e mal estar no casal, que fatalmente virá
trazer aborrecimentos infindos. Com a filha de Oxum
sim, este é o casamento absolutamente perfeito
para o filho de Xangô, pois todos os seus
defeitos para a filha de Oxum se tornam virtudes.
Na vibração Original (Orixá
XANGÔ), existem uma subdivisão, praticada
mais no Candomblé, porém se faz necessário
que os Chefes de Terreiros conheçam esta
particularidade, pois assim saberão porque
um filho de Xangô, muitas vezes se apresenta
diferente de um outro, também de Xangô.
Xangô Agodô (Justiça); Xangô
Aganjú (Vento); Xangô Alafin (Criança);
Xangô Djakutá (Pedreira e Mata); Xangô
Kaô (Saúde); Xangô Kamwkay (Fogo);
Xangô Kambará - Xangô Aboní
- Xangô Alufã e Xangô Baru. Para
qualquer destas vibrações ou Linhas
como queiram a saudação é a
mesma: Caô Cabiecile (Aportuguesado) ou ainda
Caô Cabecile. Na grafia Yoruba é Káwòó
Kabyesí. "Xangô esta chegando.
Venham ver e admirar o Rei". O que dói
nos ouvidos é chegar num terreiro e ouvir
a saudação "Caô Cabecinha".
Horrível! Ridículo!.
Falta de conhecimento e o que é pior, soa
como ofensa ao poderoso Orixá Xangô.
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