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Toda esta maravilha chamada Umbanda, está
calcada na mediunidade de Incorporação
dos seus seguidores. Mediunidade é capacidade
do ser humano, chamada extrasensorial, onde se estabelece
que não é só incorporação,
o fenômeno mediúnico. Existem diversas
formas de mediunidade, porém todas as demais
cai no campo da paranormalidade, que já existe
uma ciência chamada de Parapsicologia, que
aliás, dizem foi criada pela Igreja Católica,
ou pelo menos foi descoberta e aprimorada, mesmo
que no início de “aplicação”,
foi com a intenção de desmoralizar
o espiritismo e o espiritualismo em geral. Porém
os estudiosos e portadores de extraordinárias
mediunidade souberam aproveitar e muito bem o evento,
trazendo para dentro da Umbanda, os estudos feitos
em nome da parapsicologia, conseguindo até
desmistificar algumas fantasias que eram feitas
em nome da Sagrada Religião. O que vem então,
ao encontro do que já afirmamos em outro
capítulo: Umbanda, além de religião,
tem também ciência. Centenas , ou até
milhares de médiuns, participaram da “enxurrada”
de cursos de parapsicologia, que no seu início,
sempre tinha um padre da católica. Uns souberam
e muito bem, aproveitar os ensinamentos recebidos,
levando para dentro dos terreiros tudo que de bom
aprenderam do campo da parapsicologia, transformando
seus Templos em verdadeiras maravilhas, aumentando
até a frequência de adeptos novos.
O tiro então, saiu pela culatra. Se a ciência
da paranormalidade foi criada para “destruir”
o espiritualismo, muito pelo contrário, veio
colaborar, e como, para o seu engrandecimento. Aprendemos
que, medos, previsões, sensações
de formigamento, pressentimentos, de sair e ver-se
fora do corpo, sonhos que se realizam, claros ou
confusos, percepção telepáticas,
audição de “vozes” inexistentes,
sons ruídos sem causa visível, sorte
ou azar, são fenômenos paranormais.
Tivemos explicações científicas
para inúmeros fatos ou fenômenos que,
por suas estranhas manifestações,
eram atribuídos ao sobrenatural - forças
estranhas vindas do além, de demônios,
de espíritos maus, de almas penadas, de divindades
iradas ou caprichosas, de Deus punidor. Fatos que
derrubaram, centenas de Diretores Espirituais, pois
pela falta de conhecimento, usavam nossos queridos
guias, caboclos e pretos-velhos e até mesmo
nossos Orixás, que por não serem para
eles o “problema”, não solucionavam,
porque não tinham o que solucionar, vinha
o descrédito, a frustração,
o desânimo, a falta de fé e consequentemente
a derrota. Mediunidade de incorporação,
não é fenômeno paranormal. É
um dom Divino, que o Pe. Quevedo, o então
papa da parapsicologia, coordenador do Centro Latino-Americano
de Parapsicologia - CLAP - tenta até hoje
a derrubar e não consegue. E não conseguirá
nunca, por que é UM DOM DIVINO. E tudo que
é Divino, ele mais que ninguém sabe:
é indestrutível. A capacidade de receber
um espírito é uma dádiva, porém
tem suas preocupações. Um bom médium
deve se preparar para receber um espírito.
Um médium relapso, que não cuida da
higiene do corpo, da higiene da mente, que pratica
atos condenáveis na sua vida diária,
logicamente, não receberá um bom espírito.
Seu dom mediúnico de incorporação,
está sendo mal usado. Está perdendo
a grande oportunidade que Deus lhe concedeu.
Porem, o ser humano consciente de que é portador
deste dom Divino e que segue os ensinamentos de
bons princípios e cuidados indispensáveis,
com certeza, será um bom médium. Sem
dúvidas nenhuma receberá bons espíritos.
Espíritos iluminados, evoluídos, aquelas
entidades que encantam os pacientes e engrandecem
a Umbanda. Sua entidade espiritual, contribuirá
com o que temos demais belo: a comunicação
simples e direta com aquele irmão cheio de
fé que vai em busca de um lenitivo para suas
dores morais e físicas, que espontaneamente
tratará de seus assuntos de uma forma clara
e terá a possibilidade de resolver seus problemas
a curto prazo, ganhando assim a Umbanda. A mediunidade
de incorporação, além de um
bom tempo de desenvolvimento, vai se consolidando
através dos rituais sacramentais da religião,
que são os “cruzamentos” ou “acruzamentos”
com os elementares da natureza. Fortificando assim,
seu campo vibratório, ganhando defesas contra
os fluídos negativos que, sem dúvidas
nenhuma, muitos pacientes irão trazer para
este médium. A mediunidade para ser cada
vez maior e mais segura, sua prática é
o melhor burilamento. Mediunidade é tão
Divina, quem vem desde o ventre da mãe e
enquanto ela não for desenvolvida e praticada,
nossa vida fica sem defesas e tudo isso é
em virtude da reencarnação. É
uma missão que trazemos que tem que ser cumprida,
pois muitas vezes, chega num terreiro um problema
que somente poderá ser resolvido pela nossa
mediunidade, não estando alí, ficaremos
devendo e consequentemente nossas mazelas aumentarão.
Pode parecer cruel por parte dos Orixás de
que, não assumindo a missão da mediunidade,
nossa vida não tem sucesso e tudo para nós
fica mais difícil, porém está
aí o âmago da questão. Algumas
pessoas, nossos irmãos, dependerão
de nós para se curarem ou resolverem seus
problemas. Enquanto não assumimos, estamos
protelando a felicidade de alguém e por isso
não merecemos ser feliz, também. E
tem mais, após assumir a missão pré-destinada,
não nos é permitido em faltar as sessões,
principalmente as de atendimento público,
pois a qualquer momento em qualquer dia, estará
alí aquela pessoa que vai depender exclusivamente
de nós para solucionar seus problemas e não
estando nós alí.. bem, ficamos devendo
e o que é pior, desta vez consciente de nossos
deveres para com a nossa mediunidade e com a nossa
missão. Finalizando, lembramos que cada médium
tem a sua própria experiência ou seu
grau mediúnico que o diferencia dos demais.
Ele é chamado na Umbanda de Cavalo e de Aparelho,
por ceder seu corpo para a incorporação
dos guias e entidades espirituais e deve ser responsável
ao máximo, seguindo rigorosamente os preceitos
de seu Pai-de-Terreiro ou Diretor Espiritual e da
própria UMBANDA.
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